O INOS substitui o trabalho do dentista?
Não. A leitura sistémica é conduzida por Leonardo Machado, fisioterapeuta, que entrega o Laudo Neuro-Oclusal Sistémico com estratégias sugeridas. A decisão clínica e o tratamento dentário são exclusivamente do médico dentista.
O INOS afirma que a oclusão muda a postura (ou o contrário)?
Não — e essa é uma distinção importante. A evidência científica não sustenta relações estruturais de causa entre alterações da oclusão e alterações da postura, e o INOS não faz essa afirmação. O método trabalha sobre o desequilíbrio postural enquanto estado neuromuscular — a neurofisiologia da contração muscular e o equilíbrio de tónus — uma leitura funcional e dinâmica, não uma alegação de correção postural.
Funciona em bruxismo?
O bruxismo é uma das indicações de entrada do método. A leitura procura a origem das tensões que o sustentam e o alvo funcional que o tratamento deve procurar.
E em dores de cabeça, pescoço ou mandíbula?
São precisamente os quadros com mais potencial para o trabalho conjunto com a clínica. A leitura sistémica procura a origem real dessas tensões, que nem sempre está onde o sintoma aparece.
O que é o eixo visceral?
O corpo adapta-se quando uma dor — mesmo silenciosa — se instala, e a hiper-sensibilidade visceral participa nessas adaptações musculares. No exame, isto avalia-se por testes de equilíbrio postural e pela palpação de zonas de tensão sobre o abdómen.
Quem conduz a avaliação é médico dentista?
Não. A avaliação é conduzida por Leonardo Machado, fisioterapeuta, há 15 anos dedicado à relação oclusal e com mais de 25 anos de trabalho integrativo do corpo. O exame corporal e visceral é conduzido por ele; o tratamento dentário é do médico dentista.
Os resultados são imediatos?
Parte das tensões corporais reequilibra-se já na consulta inicial. A componente estética e funcional da oclusão consolida-se com o tempo e com o ajuste oclusal, favorecendo a eliminação dos sintomas e o equilíbrio do corpo.
A minha clínica precisa de algum equipamento?
O ideal é dispor de scanner intraoral e raio-x (ortopantomografia e telerradiografia), usados no quarto tempo para cruzar com a leitura sistémica.