Exame INOS
A avaliação qualitativa de movimento e do eixo visceral, própria do método.
Uma leitura presencial que determina, em cada paciente, como o corpo e a oclusão se estão a influenciar — e qual o alvo funcional que o tratamento dentário deve procurar.
Há pacientes em que uma tensão corporal — muscular ou de origem visceral — instala um desequilíbrio postural que se reflecte no funcionamento da oclusão. E há pacientes em que é a oclusão que participa no desequilíbrio que o corpo depois carrega. As duas histórias existem. O erro é assumir uma delas à partida.
Importa ser claro no que o método não afirma: o INOS não reivindica que a mordida corrige a postura nem o contrário — uma relação estrutural que a evidência científica, com razão, não sustenta. O que o método lê é o estado de equilíbrio neuromuscular: a neurofisiologia da contração e o desequilíbrio postural que dela resulta. Parte de um exame que determina o sentido em cada caso — e só então define o que precisa de mudar, e em que ordem.
Não trabalhamos a alteração da postura. Trabalhamos o estado de equilíbrio que o corpo está a tentar manter.
Antes de qualquer teste, o paciente precisa de compreender o seu contexto clínico e o seu papel no resultado. Explica-se como a função mastigatória se integra com o equilíbrio postural, as tensões musculares e a dor — e porque é que a saúde se lê de forma integrada, não por peças soltas.
Através de testes de movimento próprios do método, observa-se o comportamento muscular que limita o tronco, o pescoço e a mandíbula, e distingue-se a origem real das tensões. Inclui o eixo visceral — testes de equilíbrio postural e palpação de zonas de tensão sobre o abdómen — porque a hiper-sensibilidade visceral participa nas adaptações musculares do corpo.
Inibem-se as tensões corporais que interferem no funcionamento oclusal. A partir daí, analisa-se o equilíbrio postural a partir da oclusão: com calços plásticos de 0,3 mm, procura-se a posição do côndilo mandibular em que o tónus postural normaliza por completo.
Cruzando os dados recolhidos com radiografias e escaneamento digital, entrega-se ao dentista o Laudo Neuro-Oclusal Sistémico e sugerem-se as estratégias técnicas disponíveis para alcançar o alvo funcional — alinhadores, goteiras, facetas, entre outras. A decisão e a execução são do médico dentista.
Prescrevem-se exercícios para o paciente realizar em casa. Há reavaliação a convite do dentista e, em certos casos — como na goteira — o refinamento presencial das alturas do dispositivo oclusal.
A avaliação qualitativa de movimento e do eixo visceral, própria do método.
A posição condilar de tónus normalizado, encontrada com calços de 0,3 mm.
O relatório entregue ao dentista, com a leitura e as estratégias sugeridas.
Exercícios domiciliários e refinamento do dispositivo quando aplicável.
Cada pilar reúne os artigos clínicos do seu cluster — do bruxismo à comunicação que sustenta o plano.
O bruxismo lido como sinal de um sistema em desequilíbrio, não como hábito isolado. Como o INOS distingue a origem real do aperto e do desgaste oclusal.
Ver o pilarDisfunção temporomandibular para além da articulação: como o INOS lê a ATM dentro do sistema postural e neuromuscular que a condiciona.
Ver o pilarQuando a dor de cabeça e a tensão cervical têm raiz oclusal e postural. A leitura INOS da ponte entre o corpo e a boca.
Ver o pilarA relação de duplo sentido entre oclusão e postura, lida com método. O diferenciador clínico e a base de autoridade do INOS.
Ver o pilarComo a leitura sistémica eleva a aceitação de plano. Comunicação clínica que liga a origem da queixa à decisão do paciente.
Ver o pilarNão. A leitura sistémica é conduzida por Leonardo Machado, fisioterapeuta, que entrega o Laudo Neuro-Oclusal Sistémico com estratégias sugeridas. A decisão clínica e o tratamento dentário são exclusivamente do médico dentista.
Não — e essa é uma distinção importante. A evidência científica não sustenta relações estruturais de causa entre alterações da oclusão e alterações da postura, e o INOS não faz essa afirmação. O método trabalha sobre o desequilíbrio postural enquanto estado neuromuscular — a neurofisiologia da contração muscular e o equilíbrio de tónus — uma leitura funcional e dinâmica, não uma alegação de correção postural.
O bruxismo é uma das indicações de entrada do método. A leitura procura a origem das tensões que o sustentam e o alvo funcional que o tratamento deve procurar.
São precisamente os quadros com mais potencial para o trabalho conjunto com a clínica. A leitura sistémica procura a origem real dessas tensões, que nem sempre está onde o sintoma aparece.
O corpo adapta-se quando uma dor — mesmo silenciosa — se instala, e a hiper-sensibilidade visceral participa nessas adaptações musculares. No exame, isto avalia-se por testes de equilíbrio postural e pela palpação de zonas de tensão sobre o abdómen.
Não. A avaliação é conduzida por Leonardo Machado, fisioterapeuta, há 15 anos dedicado à relação oclusal e com mais de 25 anos de trabalho integrativo do corpo. O exame corporal e visceral é conduzido por ele; o tratamento dentário é do médico dentista.
Parte das tensões corporais reequilibra-se já na consulta inicial. A componente estética e funcional da oclusão consolida-se com o tempo e com o ajuste oclusal, favorecendo a eliminação dos sintomas e o equilíbrio do corpo.
O ideal é dispor de scanner intraoral e raio-x (ortopantomografia e telerradiografia), usados no quarto tempo para cruzar com a leitura sistémica.
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